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Anda, Diana - conversa com Diana Niepce
Ter

 

03

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05


2022
Ensaios

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Beatriz Valentim

— Bailarina e coreógrafa —

Conheci a Diana em 2016, no Teatro Maria Matos, em Lisboa, na peça Gala, de Jérôme Bel, onde participámos como bailarinas. Agora, a Diana apresenta o seu mais recente trabalho no DDD, em Matosinhos, e eu conversei com ela sobre esta criação. 

 

O espetáculo Anda, Diana é um trabalho de carácter autobiográfico, sobre um corpo em reconstrução. Uma homenagem a si própria e, em simultâneo, o seu funeral. Para a Diana, esta obra tem uma importância muito grande enquanto artista, mas ao mesmo tempo considera uma peça de desejos externos, pensada e desenvolvida com muita expectativa ao longo dos anos. Tudo isto veio gerar uma pressão extra pois, considera que fazer uma peça - partindo da sua história e do seu eu biográfico - é algo já constrangedor. 

 

Depois do livro Anda, Diana, lançado em 2021 (mas já pensado há muitos anos), num formato de diário ficcional, a peça faz a reconstrução do corpo, colocando o público a experienciar esse lugar.

 

“O livro já tinha a reconstrução do meu corpo de uma forma muito crua, direta, violenta, sarcástica e tudo aquilo que representa”, e assim fazia sentido partilhar esse lugar e não apenas contá-lo. 

 

Este é um trabalho com uma componente técnica forte, onde qualquer detalhe faz a diferença, e que usa ferramentas de circo, de contacto e de release; é um trabalho onde a tridimensionalidade, a expressão e os limites do corpo estão sempre presentes. Desta forma, a Diana afirma que é também um trabalho de estudo do movimento, onde existe um corpo-identidade e um corpo-cénico. Parte de um objeto literário que trazia já um lugar consigo – “o lugar que eu não queria trazer para a peça (...) um lugar de relatórios, muitos eventos, muitos factos, muitas histórias, muitos nomes”. Ao longo da obra, a Diana procura um lugar mais poético, recorrendo aos eventos relatados, mas, ao mesmo tempo, inserindo uma perversão assumida, uma espécie de “bem-vindos ao meu filme de terror”. 


Questões:

1. Como olhas para este trabalho na primeira pessoa?

2. Consideras então também que é um trabalho de estudo do movimento?

3. Como passaste de um diário para um livro e de um livro para um espetáculo?

4. Assumes este trabalho como um solo?

5. Podes partilhar como dirigiste os teus intérpretes? Acompanharam todo o processo?

6. Como é que os conheceste?

7. Como é estar dentro do trabalho e dirigi-lo ao mesmo tempo? Como dás as correções?

8. Como será a peça em Matosinhos? Haverá adaptações?