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DDD+FITEI leva tropicalismo urbano ao centenário Clube Fenianos
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João Peixoto
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Na passada quarta, 27 de março, o Clube Fenianos Portuenses transformou-se numa verdadeira selva urbana, repleta de sinais de trânsito entre os bambus e outras plantas, ecossistema que contextualizou a apresentação do DDD + FITEI 2019. Nada foi pensado ao acaso, desde a tradição inspirada no Brasil deste centenário clube da cidade, organizando os Carnavais, à sua atualização citadina, neste que é o país-foco do DDD+FITEI deste ano.


O DDD+FITEI são cinco semanas de artes performativas, num total de 66 espetáculos, resultado de uma soma e sintonia artística e de comunicação do jovem mas robusto DDD – Festival Dias da Dança, com o histórico, mas renovado FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica.


A conferência de imprensa contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, a Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, as Vereadoras da Cultura de Vila Nova de Gaia, Paula Carvalhar, e de Viana do Castelo, Maria José Guerreiro e os diretores artísticos do Tiago Guedes e Gonçalo Amorim. Mais tarde, e com entrada livre, cerca de 400 pessoas juntaram-se no espaço, para receber a agenda DDD+FITEI e celebrar o arranque e o resultado da cumplicidade dos dois festivais.


De acordo com Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, este "é um dia verdadeiramente especial, diria histórico no panorama cultural da cidade do Porto e da região norte do país”.


Desta convergência destaca-se a Semana + e o Foco Brasil.


Nos cinco dias da Semana +, posicionada no cruzamento cronológico dos dois festivais, “programadores de todo o mundo vão poder descobrir espetáculos nacionais”, assim como “espetáculos que têm um grande potencial de internacionalização”, respondendo, segundo Tiago Guedes, diretor artístico do DDD, à necessidade de criar contexto para serem descobertos.


De olhos postos no contexto atual brasileiro que atravessa esta edição dos festivais, Gonçalo Amorim destaca que a programação "procura ir ao encontro dos artistas que lutam pela descolonização do pensamento, encontrando formas de romper, levando a cena um corpo não-normativo, o afro-politismo, a cultura queer e o empoderamento da mulher, do negro e do indígena.”


No final da apresentação pública, dançou-se com DJ Farofa, índio contemporâneo que fez sacudir os corpos em te(n)são, mote para a programação que aí vem.

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