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Os primeiros dias da dança
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Jorge Andrade e Miguel Pereira por Rui Palma para a exposição "Em Casa"
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O DDD abre com a inauguração da exposição de fotografia que Rui Palma preparou para o DDD+FITEI, entrando Em Casa de alguns artistas nacionais e com Looping: Bahia Overdub , uma festa-espetáculo "como instrumento político" que faz o arranque do FOCO BRASIL.

O que ver até à próxima quarta

Clara Andermatt volta a colaborar com o João Lucas, músico que está a viver em Brasília. Parece Que O Mundo é inspirado no livro "Palomar", de Italo Calvino e explora "o modo como observamos o mundo e nos posicionamos nele". Marcelo Evelin fala-nos sobre A Invenção da Maldade trazendo um "Brasil como espaço de maldade". Acabado de estrear em Teresina, o espetáculo mistura intérpretes de cinco nacionalidades diferentes e desenrola-se à volta de uma fogueira, como "toda a história das civilizações começa, um espaço de encontro". "Esta peça não tem máscaras, não tem figurinos", revela ainda o coreógrafo brasileiro.


No que diz respeito à produção nacional, Lento E Largo é o novo projeto de Jonas&Lander e parte da interação de performers robóticos e humanos, gerando um apocalipse visual. A abertura do DDD no Teatro Nacional de São João traz Um Encontro Provocado, coreografado por Henrique Rodovalho para quatro bailarinos portugueses. A muito jovem Ana Isabel Castro desenvolveu o seu projeto Marengo, um cavalo que viaja pelas histórias e imaginação da artista, numa constante dualidade mito/real.


O DDD percorre ainda outras latitudes, Christian Rizzo regressa ao Rivoli para a estreia nacional de Une Maison, refletindo sobre as dinâmicas internas do espaço - solidão, comunhão, memórias, vitalidade e futuro. Cristina Grande, programadora de artes performativas da Fundação de Serralves, desvenda Avalanche, o dueto de Marco D'Agostin com a portuguesa Teresa Silva. Numa "avalanche de palavras que é articulada com o gesto". O espetáculo "cria uma ansiedade no público mas também curiosidade (…) que traduz o mundo que há de vir." Outro dueto, Pichet Klunchun e Wu Kang Chen apresentam, Behalf no Palácio do Bolhão.


A partir da desconstrução da palavra SubLinhar, surge uma linha para explorar o corpo, o espaço, forma, textura e movimento. Um trabalho de Marta Cerqueira para ver a partir dos 6 anos.


Para o espaço público e pelas três cidades, Árvores, de Clarice Lima testa os limites e a resistência dos bailarinos do Balleteatro.

aCORdo, que Alice Ripoll traz às três cidades do DDD, coloca em cheque "o racismo e violência policial no Brasil". A criadora coloca-se ao lado de Marcelo Evelin, dizendo que as influências para esta peça têm relação com E de repente fica tudo preto de gente, trabalho apresentado em 2014 no Rivoli.


Dawn é uma encomenda da Kale Companhia de Dança a Hélder Seabra. O coreógrafo português sediado na Bélgica, diz que esta peça é baseada no "voltar às raízes, à terra". Willi Dorner, "coreógrafo da arquitetura" cria Ballet De Causa Única para a Companhia Instável, inspirado no universo de Oskar Schlemmer. A diretora Ana Figueira descreve a peça comemorariva do vigésimo aniversário da Companhia Instável como uma transformação "de formas abstratas para chegar a uma realidade do corpo". Joana von Mayer Trindade e Hugo Calhim Cristóvão apresentam Dos Suicidados – O Vício De Humilhar A Imortalidade, "a última criação de uma trilogia que se inspira em autores de vanguarda". Remetendo a Raúl Leal, Joana Trindade explica que o trabalho explora "a relação entre um corpo urgente e um pensamento filosófico". A espanhola Amalia Fernández apresenta, em estreia nacional, El Resistente Y Delicado Hilo Musical, no Palácio do Bolhão. Nesta performance, cinco pessoas são desafiadas a manter ininterruptamente um hino musical e uma coreografia exata, numa conjugação de elementos teatrais, corais, performativos e poéticos.


Muitos workshops e atividades estão ainda previstas para estes primeiros dias da dança, com destaque para as festas Cumbadélica e Fanfa & Simone que fazem aquecer os corpos no Meeting Point do DDD - no Café Rivoli.

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