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Regressos, estreias e artistas premiados: o DDD 2020 no Teatro Municipal do Porto
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Aude Arago
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O Teatro Municipal do Porto apresentou hoje a sua programação para o período março – julho 2020 - período durante o qual decorre o 5º DDD – Festival Dias da Dança e o 43º FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica.

Mais uma vez, o DDD tem lugar nos teatros Rivoli e Campo Alegre, para além de outros equipamentos culturais e espaços públicos das cidades do Porto, Matosinhos, Gaia – e também em Viana do Castelo e Coimbra.

A programação hoje anunciada revela um total de sete novos espetáculos selecionados para uma edição construída em torno de três conceitos essenciais para a compreensão do mundo: o ritual, os afetos e a comunidade nos nossos dias.

O festival inaugura a 18 de abril com Marry me in Bassiani, do coletivo (LA)HORDE, um espetáculo que cruza a tradição folclórica da Geórgia com a cena tecno de Tbilissi, berço de um movimento contestatário local.

Alessandro Sciarroni, um dos mais jovens coreógrafos a receber o Leão de Ouro da Bienal de Dança de Veneza (2019), marca presença com a sua última criação, Augusto, em que nove intérpretes - atores, bailarinos e cantores – se expressam física e vocalmente através do riso.

Tanto Marry me in Bassiani como Augusto beneficiam de atividades paralelas abertas ao público: um workshop de dança folclórica georgiana e um workshop de yoga do riso com Sabrina Tacconi.

A coreógrafa francesa Phia Ménard estreia-se no DDD com Saison sèche, um ritual telúrico protagonizado por sete mulheres em luta contra um espaço fechado e normativo, enquanto que a performer portuguesa Sónia Baptista marca presença com Geração 0.1, uma obra que explora as expectativas de bailarinos recém-saídos das escolas de dança.

Do continente asiático chegam duas propostas de duas coreógrafas, cujas obras anteriores já passaram pelos palcos do Rivoli e do Campo Alegre.

No seu primeiro dueto, a filipina Eisa Jocson (vencedora do prémio Hugo Boss Asia Art 2019) junta-se a Russ Ligtas para criar Princess, um jogo que questiona identidades raciais e de género construído a partir da figura icónica (e feliz) da Branca de Neve.

Já a coreana Eun-Me Ahn regressa com North Korea Dance, um espetáculo que traz a esperança de, através da dança, criar uma linguagem comum entre dois países demasiado próximos geograficamente, mas demasiado separados por questões políticas.

Em Hark!, Luísa Saraiva e Senem Gökçe Oğultekin exploram a presença sonora física a partir do canto e das qualidades, texturas e potencialidades atribuídas a diferentes partes do corpo. Uma pesquisa coreográfica e somática que teve por base a partitura Hail! Bright Cecilia, de Henry Purcell.

De salientar que Princess, North Korea Dance e Hark! são apresentadas no âmbito da Semana + (29 abril – 3 maio), o evento que cruza a programação de dança do DDD com a programação de teatro do FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica e que dá continuidade à parceria estratégica iniciada pelos dois festivais em 2019. A Semana + foi desenhada como um evento para programadores internacionais, mas as suas atividades são também, na sua maioria, abertas ao grande público.

A programação completa do DDD+FITEI 2020 será anunciada em março!

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