DDD - FESTIVAL DIAS DA DANÇA

20  –  30.04   2021

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NO PALCO / EM CASA / AO VIVO / ONLINE 


 


Este ano, o DDD – Festival Dias da Dança acontece!


Acontece numa dupla condição, ao vivo e online. Acontece na urgência de manter o festival mais vivo que nunca, ainda que adaptado às incertezas do tempo presente.


Depois do cancelamento em 2020, a atual edição foi pensada, primeiramente, para existir somente nos meios digitais. Contudo, o anúncio da reabertura dos teatros a 19 de abril, um dia antes da abertura do festival, faz com que assinalemos este regresso aos palcos com a apresentação, ao vivo, de 9 espetáculos nacionais, grande parte deles em estreia mundial.


O DDD 2021 marca, assim, um momento em que a convivência presencial e digital veio para ficar e no qual desafiamos os artistas a pensar as suas obras em múltiplos formatos que chegarão a uma audiência global.


O público poderá escolher de que forma pretende relacionar-se com os espetáculos e demais atividades. Ao desenvolvermos um site que funcionará como uma ampla plataforma de difusão dos trabalhos apresentados, o festival funcionará, mais do que nunca, como uma porta de entrada para centenas de programadores, ávidos de descobrir a pertinência, a riqueza, e a diversidade da dança portuguesa.


Os artistas resistiram a estes tempos em que viram as suas práticas criativas altamente condicionadas e todos os parceiros, produtores e mecenas do DDD quiseram estar também à altura dessa resistência, programando-os numa edição que se adaptou a desafios sem precedentes.



Espetáculos e Exposições

Nesta edição, apresentamos 21 espetáculos online, dos quais 10 são também apresentados ao vivo, e duas exposições, uma delas pensada para o espaço virtual. 


Com uma forte aposta em artistas nacionais, damos a conhecer um panorama de criação coreográfica no qual várias gerações se misturam, dialogam e colaboram. Jorge Jácome e Marco da Silva Ferreira, Catarina Miranda, Ana Isabel Castro, Jonas&Lander e Renan Martins apresentarão as suas novas criações em estreia mundial, enquanto Victor Hugo Pontes, João Fiadeiro e Carolina Campos, São Castro e António M Cabrita, Teresa Silva e Sara Anjo, Cláudia Dias e Idoia Zabaleta, Luísa Saraiva e Senem Gökçe Oğultekin, e em trio, Tiago Rodrigues, Mathilde Monnier e La Ribot apresentam as suas obras mais recentes. Muitos destes artistas encontrar-se-ão para falar dos temas das suas criações no ciclo de conversas online Dança Iminente, que proporcionará uma entrada mais abrangente nas obras de cada um e na relação das mesmas com o contexto social presente.


Em modo expositivo, Ana Bigotte Vieira, Carlos Manuel Oliveira e João dos Santos Martins desenham (literalmente) Para uma timeline a haver, memória esquemático-coletiva dos momentos da dança em Portugal nos séculos XX e XXI. Catarina Miranda associa à sua nova criação a exposição POROMECHANICS, uma coleção de vídeo-retratos de artistas representados como oráculos.


A programação internacional não foi esquecida: marcarão presença quatro companhias, que assegurarão a diversidade coreográfica tão presente no ADN do festival.


O Ballet national Marseille, o coletivo (LA)HORDE e o Dj Rone apresentam Room with a View, retrato poliédrico de uma juventude entre a esperança e o caos; a coreógrafa sul-coreana Eun-Me Ahn retrata as danças sociais da Coreia do Norte, tornando North Korea Dance num retrato socio-político de um dos mais herméticos países do mundo. (b)reaching stillness, trio coreografado pela suíça Lea Moro, tem como ponto de partida as naturezas mortas do período barroco, acusticamente apoiadas pela Sinfonia da Ressurreição, de Mahler. Já em L’affadissement du merveilleux, a canadiana Catherine Gaudet apresenta uma obra límpida, que destaca uma condição corporal muito atual, evocando o estado de um mundo em fragmentos: perturbador, esperançoso, aterrorizado, tenso e expectante.  


A parceria com o Balleteatro transforma-se este ano num CORPO + CIDADE digital. Seis espetáculos para o espaço público, grande parte deles em coautoria, são filmados de forma a dar uma outra perspetiva dos projetos e das cidades onde os mesmos se filmam. Joana Castro, Ricardo Pereira Carvalho, Ana Renata Polónia e Marta Ramos; Andreia Fraga e João Oliveira; Isabel Barros com Claúdia Marisa, Max Oliveira e Pedro Carvalho; Sara Marasso e Stefano Risso são os artistas que nos mostram que o espaço público é também virtual. 


Conversas Online 

A pertinência das temáticas desenvolvidas no trabalho dos artistas nacionais fez-nos imaginar um ciclo de conversas intitulado Dança Iminente. Num formato que reúne artistas, moderadores e instigadores de outras áreas do conhecimento, este ciclo não será sobre os espetáculos apresentados, mas pretende questionar de que modo os assuntos por eles suscitados se inserem numa discussão mais lata sobre a atualidade. A partir de quatro binómios - Oráculos & Transcendência, Inteligência Artificial & Sensorial, Produtividade & Procrastinação e Hot Bodies & Clubbing -, atravessaremos o DDD de forma crítica e reflexiva, posicionando a sabedoria do corpo como algo central para estes dias. 

 

Residências Artísticas e Masterclasses 

A pesquisa e a investigação, precedentes vitais da criação contemporânea, estão presentes nesta edição em três espaços parceiros e nas nossas plataformas digitais. Flávio Rodrigues, Raul Maia e Thiago Granato estarão em residência artística. Dia após dia, poderemos acompanhar o curso das suas investigações nas páginas que lhes são dedicadas no site do festival, através de imagens, vídeos, textos ou sons que vão produzindo. 


Quanto à formação, assume uma menor expressão do que em edições anteriores, dadas as circunstâncias atuais, mas, sublinhando a sua importância para a comunidade artística, propomos duas masterclasses, uma com o Ballet national de Marseille e outra com Mathilde Monnier, uma das mais importantes coreógrafas francesas da atualidade.


Documentários e Festas Online 

Ao transformarmos o site do DDD numa plataforma de divulgação dos artistas (os espetáculos que estreiam, as conversas em que participam, os workshops que lecionam ou as residências que desenvolvem…), vimos uma oportunidade para aprofundarmos a história de cada um deles. Assim, encetámos uma parceria com a RTP 2 para que alguns episódios da série Portugal que Dança pudessem ser exibidos online, legendados em Inglês. Dessa forma, proporcionamos o seu acesso ao público que ainda não os viu, em particular aos programadores internacionais, que poderão descobrir não apenas as obras em estreia, mas também o percurso dos nossos coreógrafos

 

Uma festa de abertura e outra de encerramento, ambas nas nossas plataformas digitais, proporcionarão momentos de encontro onde não faltará a música dos nossos DJs convidados, Nídia e Colectivo XXIII.  


Acabo como comecei, este ano o DDD acontece! Mas só acontece graças à cumplicidade dos artistas, coprodutores, mecenas, parceiros e equipas, que desde o primeiro minuto concordaram que o DDD, no formato possível, teria de existir.  


Será assim, nesta edição ao vivo e online, que fortaleceremos o nosso papel para com os artistas, alargaremos o alcance do nosso programa a diferentes públicos, presenciais e virtuais, e propomos um festival que se transforma também numa forte plataforma de divulgação para os coreógrafos nacionais. 

 

Cá nos encontraremos, em frente aos palcos ou online.


Tiago Guedes, Diretor Artístico  

e toda a equipa do Teatro Municipal do Porto e do DDD – Festival Dias da Dança 

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