DDD - FESTIVAL DIAS DA DANÇA

19.04 – 01.05.2022

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Trailer - (b)reaching stillness

About

Based between Berlin and Zurich, Swiss choreographer Lea Moro creates inventive performances that examine the physical, social and emotional layers of human connections and encounters. Since 2013, she has toured her works internationally and was an associated choreographer in residence at K3 Zentrum für Choreographie I Tanzplan Hamburg (2015/16) and at Tanzhaus Zurich (2017/18).


Apart from her work as a choreographer, Moro co-founded the Acker'Festival in Berlin (2013/14), in 2018/19 she completed a further education in Systemic Organizational Development at artop, institute of the Humboldt-Universität Berlin and in 2019/20 she participated in the one year programme Curating in the Performing Arts at the Paris Lodron University Salzburg and the Ludwig-Maximilians-University Munich. She has held teaching posts at DOCH – School of Dance and Circus in Stockholm, University of the Arts in Helsinki, HZT Berlin and Manufacture Lausanne.


Since 2020, she is one of the appointed production dramaturge at Tanzhaus Zurich. 

Sobre (b)reaching Stillness | Entrevista

Em (b)reaching stillness, a imobilidade é tida como uma mudança constante e estudada em todo o seu potencial físico. A peça para três bailarinos da coreógrafa suíça Lea Moro é um dos títulos a descobrir, online, no DDD 2021.


O ponto de partida para a criação de (b)reaching stillness foram as pinturas de naturezas mortas do período barroco e o modo como interagimos com elas. Explica Lea Moro: “Comecei a trabalhar sobre a ideia do observador de naturezas mortas e sobre o efeito que o seu olhar atento tem no quadro. Fascina-me a suposta imobilidade que associamos a essas pinturas. A encenação da imobilidade e do movimento lento guiaram toda a pesquisa do que viria a ser esta peça. O título joga com as palavras reaching e breaching, que estão ligadas ao observador. Ele vê uma imagem que parece estar congelada ou suspensa, mas se nos atrevermos a olhar para ela com o tempo necessário essa imagem congelada acaba se romper e mergulhamos na desaceleração”.


Assim, uma pesquisa inicial em torno da contemplação da imobilidade desembocou na ideia de desaceleração. Desenvolver os dois conceitos em palco pode, segundo a Lea Mora, “parecer falso se virmos um corpo a ir constantemente contra a sua forma natural de se mover ou, pelo contrário, se o virmos a acelerar”. Assim, render-se à desaceleração ao longo do processo criativo foi, acima de tudo, um esforço mental: “nesse trabalho, o corpo, o sistema nervoso, os músculos e a cabeça começam a mexer-se de forma diferente. Começamos a estar em conexão connosco próprios, com os outros, com o espaço e com a própria perceção do tempo. Para além disso, também trabalhámos o slowmotion, identificando o tempo e a fisicalidade que derivavam dos princípios desse movimento. Mas gostaria que o público não percecionasse o nosso movimento apenas como slowmotion ou imóvel. Quero algo mais: que se percecione o tempo de uma outra maneira”.


 

Ao longo de (b)reaching stillness, há mudanças imperturbáveis, florescimento, afundamento e ressurgimento. Moro volta ao repertório clássico já usado em trabalhos precedentes e abre espaço à inclusão da Sinfonia da Ressurreição de Gustav Mahler (1894). “Não tenho um conhecimento profundo de música; faço as minhas associações, tenho o meu modo de ouvir e sigo a minha intuição. Esta sinfonia, em particular, é grandiosa e pomposa, o que pode representar um risco enorme na criação de uma peça de dança. Por outro lado, era ideal para o que pretendia: não fazer uma peça de dança contemporânea minimalista. Acima de tudo, é uma performance que reflete sobre a perceção do tempo, sobre os timings e sobre a evolução para uma mudança dinâmica”, conclui Lea Moro.

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